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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

A MENINA QUE ODIAVA LIVROS

A Menina que Odiava os Livros (Versão dublada em Português)
Animação que conta a história de Nina, uma menina que não gostava de ler, mas que, ao se deparar com o rico universo da leitura, descobre entusiasmada uma nova e fascinante realidade.

Como instrumento motivacional, um conto infantil animado, dublado em português, se presta primariamente a incentivar os mais jovens ou não alfabetizados. Pode ser usado como material para discussão em sala de aula, para qualquer grupo etário ou nível de aprendizado.

O educador ou pai, pode sugerir que ao assistir o vídeo, o aluno ou filho, descreva com suas palavras aquilo que concluiu, suas primeiras impressões. É importante saber que, não se pergunta ao educando o que ele aprendeu com a exibição do filme, pois isso é inadequado, inapropriado, um equívoco da parte de alguns educadores.

Não se aprende vendo ou assistindo alguma coisa, mas, ao assistir ou presenciar, o espectador apenas recebe informações que poderão ampliar seu universo opinativo, seu repertório para julgamento e melhor avaliação das coisas à sua volta.

Só a partir disso, com o tempo, com a aplicação das instruções recebidas ou percebidas, no seu dia a dia, poderá então transformar isso em experiência pessoal, reestruturando inclusive seu comportamento. Cumpridas estas etapas o aprendizado estará então caracterizado e incorporado à sua personalidade.



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Portal auxilia educadores a conscientizarem jovens sobre consumo de bebidas alcoólicas




Associação Brasileira de Bebidas (ABRABE) lançou nesta semana o portal Sem Excesso, que visa auxiliar os professores na conscientização de jovens de até 18 anos sobre o consumo de bebidas alcoólicas.


O portal visa colaborar com os educadores nessa tarefa ao esclarecer dúvidas dos jovens e também a ajudar na prevenção do abuso de álcool. O conteúdo aborda ações educativas e preventivas de orientação para os estudantes, além de artigos sobre como o educador pode tratar o tema na escola tendo como base casos reais e projetos premiados.

Quem acessar o site ainda pode conferir notícias e informações atualizadas e contextualizadas sobre o tema. Outros destaques do portal são as entrevistas, as enquetes e os fóruns de debate. As atividades propostas são voltadas não somente paraprofessores como também para médicospsicólogos e outros profissionais que trabalhem com o assunto.

Sem Excesso faz parte da campanha nacional "Comemore com Sucesso, sem Excesso", promovida pela associação há mais de dois anos. Para conhecer o trabalho da ABRABE, visite o endereço www.semexcesso.com.br.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

12 de outubro - Dia do Diretor

     Queremos que saiba que sua ajuda é de grande valia.
     Que pessoas tão especiais como você estão sempre prontos para fortalecer o aprendizado e a cultura, ultrapassar barreiras e viver novas experiências.
      Como reconhecemos o trabalho que é cuidar de uma escola, homenageamos essas pessoas superesforçadas, parabenizamos e desejamo-lhes todo o sucesso.
      Obrigado(a) por sua atenção e pelo carinho dedicado.

Parabéns pelo seu dia, que ele sirva de inspiração para que possamos ajudar a construir um país melhor.

Abraços da Equipe do Núcleo de Tecnologia Educacional de Formosa.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Nove dicas para usar bem a tecnologia em sala de aula

Nove dicas para usar bem a tecnologia

O INÍCIO Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.

O CURRÍCULO No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.

O FUNDAMENTAL Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.

O ESPECÍFICO Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.

A AMPLIAÇÃO Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções.

O AUTODIDATISMO A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.

A RESPONSABILIDADE Ajude a turma a refletir sobre o conteúdo de blogs e fotologs. Debata qual o nível de exposição adequado, lembrando que cada um é responsável por aquilo que publica.

A SEGURANÇA Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.

A PARCERIA Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma.

Fontes: Adriano Canabarro Teixeira, especialista de Educação e tecnologia da UFRGS, Maria de Los Dolores Jimenez Peña, professora de Novas Tecnologias Aplicadas à Educação Da Universidade Mackenzie, e Roberta Bento, diretora da Planeta Educação.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Uso Pedagógico do Datashow

Projetando imagens

Cinema na escola
Já houve um tempo em que algumas escolas tinham até salas de projeção.
No princípio tudo era trevas, então inventaram a projeção da luz e o cinema se fez.
Claro, todos adoramos o cinema, e a escola não poderia deixar de usar também essa tecnologia.
Algumas escolas públicas, do tempo em que a burguesia estudava nelas e o estado investia no ensino dos poucos que a frequêntavam, chegaram ao primor de possuírem grandes anfiteatros com projetores de cinema.
Eu estudei em uma delas! Idos tempos que não voltarão jamais.
Episcópio
O episcópio, ja fora de uso.
Com o passar do tempo surgiram tecnologias mais portáteis, flexíveis e móveis para a projeção de imagens em anteparos fixos, como o episcópio, o projetor de slides e o retroprojetor, dentre outros.
A figura ao lado mostra um episcópio, para a alegria dos mais saudosistas. Esse aparelho era usado para projetar as páginas de um livro (coisa rara naquele tempo) diretamente em uma tela, bem como fotos ou quaisquer outros objetos opacos com dimensões compatíveis com o aparelho.
E assim, evoluindo sempre, a tecnologia de projeção chegou ao projetor de slides multimídia, também conhecido como Datashow. É dele que vamos tratar nesse artigo, ou, mais especificamente, dos usos pedagógicos que podemos fazer dele.
Usando o datashow na aula
Usando o datashow na aula
Um datashow apenas projeta imagens em um anteparo, mas tem a vantagem de usar a tecnologia digital.
Com essa tecnologia podemos projetar imagens estáticas ou em movimento e, além disso, podemos sincronizar a projeção da imagem com uma trilha sonora emitida por algum outro aparelho.
Resumindo: tudo aquilo que podemos visualizar em uma tela de um computador pode ser também projetado por umdatashow. E isso nos permite uma flexibilidade de uso incrível.

Requisitos de hardware para usar o datashow

Para usar o datashow é preciso, além dele próprio, de uma fonte de imagens digitais. A forma mais eficaz de se obter essa fonte, na maioria das escolas, consiste em ter um computador ligado aodatashow. E, muito embora qualquer computador sirva, inclusive os de modelo desktop (computadores de mesa), é muito conveniente que se use um notebook.
Notebook + som
Notebook + som
Além do par notebook+datashow, se você pretende usar uma trilha sonora, será preciso ter um aparelho capaz de amplificar o som do notebook (uma caixa de som amplificada) para que a classe toda possa ouvir.
Há no mercado mini-caixas acústicas muito baratas e suficientemente boas para atender essa necessidade.
Transportar esse kit,datashow+notebook+som, para a sala de aula, não é difícil e, pode (e deve) ser feito pelo próprio professor.
Montar o kit também é fácil e não requer mais do que três minutos. Basta conectar o cabo de vídeo entre o datashow e o notebook, conectar o cabo do som à saída de som do notebook e então conectar os cabos de energia dos dois aparelhos à tomada.
É claro que já existe no mercado minidatashows que cabem na palma da mão e que possuem som e memória de armazenamento para dados. Ou seja, já temos aparelhos que dispensam o notebook e as caixas de som, além de poderem ser ligados ao celular, a um iPad, um tablet, enfim, a qualquer coisa que forneça dados digitais.
Mini Datashow
Um dos mini Datashows já disponíveis no mercado
No entanto, esses aparelhos ainda são muito caros ou bastante limitados em termos de potência. Talvez em alguns meses já tenhamos aparelhos bem melhores e com mais funcionalidades por preços acessíveis e com melhor qualidade.
Seja lá qual for o kit que você disponha, o foco desse artigo é o que vem a seguir: o uso pedagógico do datashow.

Requisitos “do ambiente” para usar o datashow

1 – definindo o local de projeção das imagens

O local onde o datashow será usado tem sido um fator limitante para seu uso em muitas escolas. Muitas pessoas imaginam que seja preciso ter uma “sala especial”, com telão e sistema de som, além de um local “fixo” para o datashow. Porém, nada disso é necessário.
O telão nem foi incluído nos itens de “hardware” necessários porque pode ser substituído por qualquer parede clara da própria sala de aula, preferencialmente uma parede branca. O melhor ajuste da imagem projetada se obtém aproximando ou afastando o datashowdessa parede e ajustando o foco manualmente no próprio aparelho.
Esse ajuste pode tomar como parâmetros dois fatores: tamanho e qualidade da imagem. Quanto menor o tamanho da imagem, mais brilhante e definida ela é e, quanto maior, mais atenuada e menos nítida ela se parece. Além disso, se a imagem for muito pequena ou muito grande ela poderá não ser suficientemente visível para todos os alunos da classe.
Uma dica que tem funcionado consiste em projetar uma imagem com uma altura igual à altura da área de escrita da lousa (entre 1 m e 1,5 m), ou pouca coisa maior que isso. Alunos que enxergam a lousa enxergarão ainda melhor a imagem projetada.
No entanto, projetar na própria lousa é um problema, pois poucas têm fundo branco. O canto da parede, ao lado da lousa, ou o espaço de uma das paredes laterais, próximo à lousa ou, ainda, a parede do fundo da sala, podem ser boas alternativas.
Em casos mais extremos, quando não há nenhum espaço para projeção nas paredes da sala, ainda resta o recurso de um telão ou de um quadro branco móvel.

2 – definindo a luminosidade

Como a imagem projetada no anteparo (parede, telão, lousa, etc.) concorrerá com a luz de fundo do ambiente, o ideal é deixar o ambiente em situação de penumbra.
Um ambiente muito escuro dispersa os alunos e dificulta a observação do professor, além de dificultar que o aluno possa fazer anotações em seu caderno durante a atividade. Um ambiente claro demais dificultará a visualização das imagens projetadas.
O meio termo é a situação que permite que qualquer aluno enxergue bem o seu caderno, que o professor exergue bem todos os seus alunos e que todos na sala enxerguem bem as imagens projetadas.
Em salas com pouca penumbra procure reduzir o tamanho da imagem projetada para que ela fique mais nítida e brilhante.

3 – definindo as condições acústicas

Se sua atividade requer o uso de sons, procure apontar as caixas acústicas para os cantos da parede oposta onde estão o projetor e as caixas de som. Use caixas amplificadas, ainda que sejam “mini caixas”, e negocie anteriormente com os alunos as condições de silêncio durante a apresentação.
Se sua escola tiver muito ruído de fundo vindo das demais salas, procure manter portas e janelas fechadas durante a apresentação.

Requisitos pedagógicos para usar o datashow

Como qualquer recurso pedagógico “tradicional” que já usamos em nossas aulas e atividades, o uso do datashow envolve objetivos, planejamento, estratégias didáticas e avaliações. Para usá-lo é preciso ter:
  1. Um objetivo pedagógico claro: O que você quer que o aluno aprenda com essa aula? Que habilidades e competências serão trabalhadas?
  2. Uma justificativa didática: Porque o datashow vai possibilitar um melhor aprendizado em relação aos recursos “tradicionais”? Qual é o ganho didático?
  3. Um planejamento do uso: Quanto tempo vai durar a atividade? O que será mostrado, e de que maneira farei isso? Como vou conduzir a atividade?
  4. Uma avaliação da aprendizagem e do uso do recurso: Como vou avaliar os resultados da aprendizagem dos alunos? Como saberei se o uso do datashow foi realmente mais eficiente do que os métodos “tradicionais”?
Os objetivos pedagógicos podem ser os mais variados e geralmente estão relacionados aos “conteúdos” ou, melhor dizendo, às competências e habilidades que serão trabalhadas. Teoricamente todo professor é capaz de ter esses objetivos claros antes de realizar qualquer atividade.
A justificativa didática para o uso do datashow pode não ser “tão óbvia” quanto o objetivo pedagógico, pois escolher o uso do datashow,em detrimento de outros recursos “tradicionais”, envolve um certo conhecimento sobre as novas possibilidades que as TICs nos oferecem.
O planejamento da atividade demanda as mesmas habilidades que o professor já tem para planejar suas aulas “tradicionais” e requer, ainda, que o professor tenha uma boa idéia das facilidades e dificuldades que enfrentará ao usar o datashow (transporte, montagem, desmontagem, etc.), de forma que possa explorar os pontos favoráveis e minimizar os pontos desfavoráveis.
Por fim, a avaliação da aprendizagem também já é uma prática rotineira do professor, mas agora será preciso avaliar também se o uso do datashow promoveu, de fato, uma aprendizagem melhor, ou se não houve nenhum impacto na aprendizagem do aluno em comparação ao que era de se esperar usando os métodos “tradicionais”.
Tudo isso, da forma como foi dito acima, é muito vago e nos ajuda pouco. Para não cairmos na tentação de dizer que “cada professor saberá escolher seu caminho, definir suas prioridades, objetivos, estratégias, etc.”, como tantas vezes ouvimos quando nos falam do uso pedagógico das TICs, vamos explorar algumas possibilidades, a título de exemplo e, depois, veremos algumas sugestões de atividades.

Uso do datashow como ilha de edição de vídeo

A TV, o videocassete (já quase extinto) e o DVD, são recursos que muitos professores já utilizam e, geralmente, estão associados a atividades onde os alunos trabalham com filmes, documentários, ou trechos de vídeos com conteúdos potencialmente interessantes para a aprendizagem de um determinado tema.
Todos esses recursos podem ser substituídos com vantagens pelodatashow, pois além dele permitir a apresentação desses vídeos em uma tela maior do as telas de TV comuns, também é possível ter um controle muito maior sobre a projeção ou a edição das imagens.
Esse controle não deriva diretamente do datashow, mas sim do uso do computador. Com o player do computador é possível parar o filme em qualquer momento e destacar um trecho da imagem, saltar para qualquer outra posição, ampliar e reduzir a imagem, etc.
Além disso, com o computador e algum software de ediçao de imagem ou vídeo, é possível inserir comentários, recortar trechos, fazer montagens, modificar a trilha sonora, e até mesmo criar efeitos especiais.
datashow não é apenas uma TV de tela gigante, ele é uma ferramenta que, em parceria com o computador, torna-se uma ilha de edição de vídeo, som e imagem, permitindo assim adaptar os vídeos apresentados em função dos objetivos próprios da atividade.

Uso do datashow como projetor de slides

Aqui vale a pena ver, ou rever, o artigo “Uso pedagógico de apresentações de slides digitais“, postado nesse mesmo blog e, que trata de forma mais aprofundada o uso pedagógico das apresentações de slides digitais. Essas apresentações são meios poderosos para apresentar idéias de forma sintética e elegante.
O uso do datashow, e do computador acoplado a ele, permite também que apresentemos galerias de imagens sem ter que inserir essas imagens em slides. Isso nos dá bastante flexibilidade para navegar entre imagens e mesmo para modificá-la-las “just in time” (no momento da aula).
O mesmo vale para pequenos textos (como trechos de poesia), resumos, gráficos e tabelas que temos armazenados no computador ou que podemos baixar da internet. Substituir a apresentação de slides pela apresentação direta desses documentos pode ser vantajoso, em alguns casos, pela maior flexibilidade que teremos para manipulá-los.
No entanto, ao substituir a apresentação de slides pela apresentação direta de imagens e textos, é preciso estabelecer um roteiro bem planejado de apresentação (como se fossem slides mesmo!) e garantir que a visualização das imagens projetadas não seja comprometida pela formatação (tamanho da letra, cores, etc. – veja o artigo sobre as apresentações de slides).

Uso do datashow como ferramenta interativa

As imagens são estáticas, os vídeos são dinâmicos, mas as simulações e o uso de softwares que nos permitem a edição “just in time” nos permitem a interação e a construção colaborativa.
Um texto pode ser construído colaborativamente pela classe enquanto projetado por um datashow. Laboratórios virtuais podem mostrar o andamento de reações químicas e seus parâmetros podem ser ajustados durante a apresentação. Simuladores, animações em flash e softwares interativos podem ser usados de forma colaborativa pela classe toda quando usamos um datashow.
O fato do datashow projetar na tela tudo aquilo que estiver sendo visto na tela do computador nos permite compartilhar o computador do professor com toda a classe. O limite para o uso desse recurso só depende do limite da nossa própria criatividade.

Uso do datashow como internet compartilhada

Um uso muito especial e compartilhado do datashow ocorre quando temos acesso a internet no computador ligado ao datashow. Esse acesso e a possibilidade de compartilhar a tela do computador nos permite “navegar na internet junto com a classe”. Isso é bastante útil quando pensamos no potencial de uso das ferramentas de web 2.0 disponibilizadas na própria internet, como o Google Maps, o Youtube, os museus virtuais e a infinidade de objetos educacionais disponíveis na rede.
Muito melhor do que criticar a falta de habilidade do aluno ao usar a internet para pesquisar, por exemplo, é ter esse recurso em mão para mostrar aos alunos como devem pesquisar e estudar usando os recursos da rede.
Muitas aulas podem ser replanejadas tendo em mente que além dos recursos estáticos do livro didático temos também a disposição a internet e seus múltiplos recursos dinâmicos, a multimídia e os objetos educacionais da web 2.0. Reconstruir o currículo à partir dessa perspectiva pode tornar as aulas muito mais ricas e interessantes, além de possibilitar aos alunos uma melhor compreensão de como a rede pode ser usada para seus estudos.

Uso do datashow pelos alunos

Evidentemente o professor não é, e nem pode ser, o único usuário dodatashow na escola. O aluno também é seu usuário na medida em que o professor migrar a forma de apresentação de trabalhos e seminários para essa ferramenta.
Já foi o tempo em que os alunos iam para a frente da sala segurar uma cartolina decorada com recortes de livros e revistas e ficavam lendo tiras de papel com anotações sobre o assunto que estavam apresentando. Com o uso do datashow agora os alunos podem apresentar trabalhos na forma de apresentações multimídia (slides, filmes, músicas, etc.).
Usar o datashow para essas apresentações dos alunos não é importante apenas porque torna os trabalhas melhores (estética e qualitativamente), mas principalmente porque ao longo de suas vidas eles não encontrarão nenhum outro lugar no mundo, além dos muros da própria escola, onde a apresentação de um trabalho, um seminário ou uma exposição de resultados seja feita usando-se cartolinas. O mundo mudou!

Alguns exemplos de uso possível do datashow em situação de aula

Geografia:
O professor de Geografia está trabalhando com mapas e localização em mapas. A ferramenta web 2.0 mais adequada para isso seria o Google Maps, onde ele pode localizar o próprio bairro da escola e mostrá-lo, tanto em fotografias aéreas tiradas por satélite quanto por meio dos mapas de ruas.

Google Maps
Usando o Google Maps no datashow
Uma imagem estática, como a acima, já é uma boa ajuda, mas usando o datashow e um notebook conectado à internet o professor pode explorar diferentes escalas, pode navegar por bairros da cidade, etc. Alternativamente o professor pode usar as imagens de satélite e explorar o relevo, a situação de ocupação do solo, a vegetação e a arborização dos bairros, etc. As possibilidades são muitas.
Entre uma “aula expositiva estática” e uma “aula expositiva dinâmica”, onde o aluno também pode opinar sobre o que deve ser mostrado, por exemplo, há um ganho pedagógico considerável sobre as aprendizagens possíveis.
Nesse exemplo (bem simples) o aluno também compreende que “pode fazer isso em casa”, descobre que esse recurso lhe dá diversas possibilidades de “descobrir o espaço onde vive” e toma conhecimento de uma ferramenta web 2.0. Além da aprendizagem específica da área de geografia, o aluno também aprende que no mundo onde ele vive hoje os mapas já não vêm enrolados em grandes papéis que o professor pendura na lousa.
Física:
Imagine que o professor de Física quer mostrar para seus alunos como é a disposição do campo elétrico criado por um par de cargas elétricas de sinais opostos. Ele pode fazer isso usando o recurso da lousa e giz, desenhando linhas de campo e apelando para a capacidade do aluno poder enxergar no espaço tridimensional aquilo que ele está desenhando no espaço plano da lousa. Mas, com um datashow ele pode fazer melhor.
Usando um applet java que pode ser baixado para o computador, ou mesmo acessando esse applet pela internet, ele pode mostrar como é esse campo elétrico no plano ou no espaço, pode variar parâmetros, usar várias cargas elétricas e até mesmo girar as figuras no espaço, selecionar diferentes planos de visão, etc. É um universo completamente novo e repleto de possibilidades.

Campo elétrico
Formato das linhas de campo de um campo elétrico gerado por dipolo
Assim como no exemplo anterior, se o professor está usando um recurso disponível na internet, ele pode passar a seus alunos o endereço do recurso para que eles possam acessá-los de suas casas ou da sala de informática da sua escola.
O ganho pedagógico é óbvio, pois o aluno terá muito mais facilidade em visualizar esses campos no espaço. Didaticamente falando, temos agora possibilidades muito maiores de explorar os conceitos e produzir sequências didáticas melhores e, na prática, o professor ganha o tempo que perderia fazendo desenhos na lousa para poder se dedicar mais à discussão do tema com os alunos.
História:
Digamos que o professor de história esteja trabalhando com o período do golpe/revolução de 64. Os livros didáticos trazem imagens sobre esse período e o professor tem um vasto conhecimento sobre o tema. Mas e se ele também tivesse vídeos, com sons e imagens da época? E se quisesse ilustrar a aula mostrando também alguma música da época e sua letra? E se quisesse transportar o aluno para o clima da época mostrando capas de jornais desse período?


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=qhvXQj8CFmM

Certamente o professor pode fazer tudo isso sem o datashow, mas poderá fazê-lo de forma bem mais simples e rica usando esse recurso. No Youtube ele encontrará diversos vídeos e músicas da época. Sites de jornais e revistas disponibilizam as publicações dessa época. Há sites onde se pode encontrar as letras de músicas, etc., etc. São muitas as possibilidades e elas dependem apenas de como o professor planeja sua aula. Daí a importância do planejamento e da preparação da aula.

Arte:

O professor está trabalhando com o movimento artístico do renascimento. Ele poderá usar o livro didático, onde certamente encontrará algumas obras, e poderá trazer (ou obter em sua escola) algumas pranchas com obras da época. Mas que tal visitar um museu estando na própria sala de aula?

O Google Art Project colocou 17 museus na internet usando sua tecnologia Street View, que permite andar pelas ruas como se estivesse nelas (disponível no Google Maps). Então, que tal levar seus alunos virtualmente para um passeio real no museu? É claro que entre as obras que o professor quer mostrar haverá muitas outras para serem vistas. Isso despertará a curiosidade dos alunos? Acrescentará algum valor extra à atividade? A resposta é um sonoro SIM!




Museu virtual onde o aluno pode "andar pelo museu"
Alguns museus virtuais expõem também suas esculturas em três dimensões. Em outros você pode encontrar imagens com boa resolução, onde se pode fazer ampliações na tela que permitem visualizar os detalhes das pinceladas do artista.

É claro que os alunos podem visitar sozinhos os museus virtuais se o professor lhes fornecer alguns links da internet e se eles tiverem acesso aos computadores e à internet em casa ou na escola, mas uma “visita orientada” pelo próprio professor pode ser um excelente recurso para introduzir o aluno no mundo da arte e despertar sua sensibilidade para a apreciação das obras. Isso é possível se o professor fizer essa “primeira visita orientada” usando um datashow e um notebook conectado à internet.

E as outras disciplinas?

Acho que já está bastante claro, pelos exemplos anteriores, que as possibilidades são imensas e que dependem de como o professor planejará suas aulas, do conhecimento que ele tiver sobre os recursos disponíveis na internet e na escola e, finalmente, da sua capacidade de gerir o currículo de um ponto de vista mais autônomo, onde ele, professor, passa a ser o ator principal no planejamento de suas aulas, ao invés de deixar isso por conta apenas dos livros didáticos disponíveis.

Esse artigo já está grande demais e vou pedir escusas por não incluir exemplos de outras disciplinas, mas se o leitor quiser colocá-los em comentários para esse post, todas as sugestões de uso do datashow em aula serão bem vindas.

Além de usar também é preciso cuidar
O datashow ainda é um aparelho frágil e caro e, por isso mesmo, é preciso cuidar bem dele. Aqui vão algumas sugestões para evitar “acidentes” com o datashow e para prolongar seu tempo de vida.

Transporte e armazenamento: transporte com cuidado e sempre dentro da bolsa onde ele é guardado. Evite pedir que os alunos transportem o datashow, pois eles podem não ter lido esse artigo e podem não saber que cuidados tomar. Guarde em lugar seco e arejado e nunca coloque outros objetos sobre o datashow. Guarde sempre desmontado e mantenha seus cabos (de vídeo e de energia) guardados na mesma bolsa onde guarda o aparelho, no local apropriado dela.
Ligamento e desligamento: Ao ligar o aparelho pode ocorrer de ele demorar para começar a funcionar. Não tenha pressa e lembre-se de que não adianta “bater nele”. Ao desligar faça-o pelo aparelho e aguarde que ele mesmo se desligue antes de retirar o cabo de força da tomada (os aparelhos “se resfriam” antes de se desligarem).
Manipule com cuidado: o datashow é frágil e tem componentes que podem se danificar devido a choques. Evite trepidações, batidas e chacoalhões. Obviamente o datashow não gosta de tomar banho, fica irritado com a poeira do giz e não quer ser derrubado. Lembre-se: cuidado, frágil!
Monte em local adequado: Ao montá-lo sobre uma mesa ou carteira, certifique-se de ninguém vai passar por alí e “tropeçar” na mesa ou nos cabos de energia. Muitas quebras de datashow ocorrem por essa razão. É sempre bom explicar isso para os alunos e “isolar” a área próxima ao local de montagem do aparelho.
Aumente a vida útil da lâmpada: a parte mais cara do datashow (custa quase o preço dele próprio) é sua lâmpada. Ela tem uma vida útil limitada e um dia vai queimar-se naturalmente, mas você pode prolongar o tempo de vida dessa lâmpada se evitar batidas no aparelho, não deixar o datashow ligado enquanto não o estiver de fato utilizando e, sempre que for fazer uma pausa na apresentação, colocá-lo no modo de “tela branca” (os aparelhos têm uma opção de “não projetar nada” para economizar o uso da lâmpada quando necessário). Além disso, há regulagens “econômicas” no próprio aparelho.
Conclusões e reflexões sobre o uso do datashow
O uso do datashow em sala de aula possibilita uma abordagem inovadora do currículo, permite a inserção de ferramentas colaborativas nas práticas pedagógicas, amplia o universo de informações que o professor leva para a sala de aula, torna mais simples determinadas atividades expositivas em que o professor precisa se empenhar muito na lousa, liberta o professor da tirania do livro didático, possibilita aos alunos aprendizagens diretamente ligadas ao mundo digital moderno onde ele vive e torna as aulas mais interessantes, dinâmicas e ricas em possibilidades.

Em contrapartida, o professor é muito mais exigido no campo de suas competências como educador, precisa dedicar um tempo extra à pesquisa de recursos na internet, tem que fazer planejamentos de aula “de fato” (e não apenas “pro-forma”, como muitas vezes ocorre) e, claro, tem que dispor dos recursos necessários em sua escola. Além disso, como o uso da tecnologia digital ainda está bastante sujeito a interpéries diversas, é sempre preciso ter um “plano B” que permita o desenvolvimento da aula quando o datashow não estiver disponível.

Do ponto de vista da gestão e das políticas de governo, caberia salientar que o perfil do professor que utiliza as TICs e o datashow em sala de aula requer uma visão diferente do que se entende comumente por “carga horária”, pois preparar boas aulas ao invés de apenas seguir a receita dos livros didáticos requer um tempo de trabalho fora da sala de aula maior do que o tempo necessário para apenas “preparar-se para usar o livro didático”. Esse tempo extra não é esporádico e não diz respeito as “formações continuadas”, ele é um “tempo novo”, contínuo e necessário que faz parte desse novo paradigma de escola com currículos e práticas baseadas na web e nas TICs.

Para consultar na internet:
Projeção fixa: ótimo site português com a descrição de vários aparelhos de projeção fixa.
A importância do uso de audiovisual em sala de aula e seus benefícios: monografia sobre o tema.




(*) Para citar esse artigo (ABNT, NBR 6023):

ANTONIO, José Carlos. Uso pedagógico do Datashow, Professor Digital, SBO, 06 abril 2011. Disponível em: . Acesso em: [08 de novembro de 2011].

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Início da Assessoria Pedagógica nas Unidades Escolares

O Núcleo de Tecnologia Educacional coloca mais uma atividade pedagógica em ação, à partir do dia 19/09/2011 os professores formadores estarão se deslocando para as escolas à fim de prestar assessoria aos laboratórios de informática. As escolas estarão recebendo a visita dos professores formadores nos três turnos que tiverem professores lotados neste espaço. O objetivo desta ação é acompanhar o desenvolvimento técnico pedagógico das atividades desenvolvidas com os recursos midiáticos pelos professores na sala de informática.

NTEs formam coordenadores pedagógicos para uso de novas tecnologias Professores e servidores administrativos também receberam capacitação

Para que estudantes e professores da rede estadual tenham acesso à tecnologia aliada a recursos pedagógicos que enriqueçam o cotidiano escolar e contribuam com o processo de ensino e aprendizagem, a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) cumpre um rigoroso calendário de formação de professores, servidores administrativos e coordenadores pedagógicos.

Os cursos de formação para o uso de tecnologia educacional - nas modalidades a distância, semipresencial e presencial - e oficinas pedagógicas nas unidades escolares estão sendo oferecidas gratuitamente por meio dos 26 Núcleos de Tecnologia Educacional (NTEs), que atendem as 38 Subsecretarias Regionais de Educação.

Nos encontros de formação são abordadas as potencialidades educativas das tecnologias de informação e de comunicação, noções básicas de informática e a utilização de recursos virtuais como os portais educacionais (Portal do Professor, TV Escola, Domínio Público, entre outros). Além disso, auxiliares administrativos são orientados obre os procedimentos para o bom funcionamento dos laboratórios de informática e sobre como podem colaborar com tarefas simples, como abrir e fechar os laboratórios e ligar e desligar as máquinas.

Durante todo este semestre, os NTEs oferecerão assessoria pedagógica para o uso das tecnologias em todas as escolas estaduais, como forma de estimular e orientar a sua utilização adequada, associada ao conteúdo das disciplinas do currículo regular.

Somente em agosto, foram atendidas 722 unidades escolares em 166 municípios. Cerca de 1.500 coordenadores pedagógicos participaram dos cursos e oficinas pedagógicas de formação, juntamente com aproximadamente 370 servidores administrativos e 1.030 professores da rede estadual.




Fonte: (© 2010 Secretaria da Educação do Estado de Goiás. Todos os direitos reservados)

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Curso/Grupo de Estudo do Salto para o Futuro

A TV Escola/Telepostos e NTEs convidam você professor a participar do XIV Curso/Grupo de Estudos composto por 4 séries:

1. Cultura Visual e Educação (22 a 26/08);
2. Educação Musical Escola (29 a 02/09);
3. Filosofia: Ensino e Educação (12 a 16/09);
4. Educação Física: Dilemas e Práticas (26 a 30/09).

Período: 22/08 a 30/09 de 2011

Horário: preferencialmente das 19:00h às 22:00h para permitir a interatividade com os especialistas que participam cada tema proposto, durante a apresentação ao vivo de cada série. Podem haver turmas em outros horários, para o atendimento à clientela interessada.

Locais: Telepostos Estaduais e Municipais e NTEs

Carga Horária: 60 horas – com validade para progressão horizontal para os professores da rede estadual.

Inscrições: com a Orientadora Pedagógica da TV Escola/Teleposto ou Professor Formador do NTE

Capacitação para Coordenadores Pedagógicos

Seguindo exigências da SEDUC o Núcleo de Tecnologia de Formosa estará capacitando todos os Coordenadores Pedagógicos unidades escolares da rede estadual de ensino para serem dinamizadores no uso das TIC.

Cronograma de Capacitação

18/08 e 19/08/2011 - Formosa
22/08/2011 - São João d'Aliança e Alto Paraíso
24/08/2011 - Cabeceiras de Goiás
25/08/2011 - Flores de Goiás